O Poder da Classe C

novembro 11th, 2010

<<<O texto que escrevi abaixo não é relacionado a radares…Mas fala de algo extremamente importante referente às novas tendências do mercado nacional>>>

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Segundo o IBGE, a Classe C é composta por aqueles cuja renda média mensal familiar está compreendida entre R$1.126 e R$4.854. Hoje, com um salário mínimo reajustado acima da inflação, segurança de emprego por certo período, auxílio do governo através de transferências de renda, a Classe C movimenta um mercado da ordem de R$ 512 bilhões anuais no Brasil. E está indo muito bem, obrigado.

Segundo uma pesquisa apresentada recentemente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2003 eram 37% os brasileiros que formavam esse estrato econômico da população. Hoje, com uma migração de 3,1 milhões de pessoas das classes D e E para a C, esse número constitui a metade da população brasileira.

De acordo com Marcelo Neri, chefe do Centro de Estudos Sociais da FGV e autor da pesquisa, “2009 definitivamente não foi um ano de crise nas estatísticas sociais”. Não é à toa que ações conjuntas de Marketing e Vendas tem bombardeado esse segmento demográfico. Muitas de suas mudanças no perfil de consumo foram sutis, se olhadas pontualmente, mas aqueceram definitivamente o mercado.

No último mês de outubro, um novo canal de filmes de TV por assinatura surgiu com foco nesse público: filmes dublados, geralmente comédias, animações, enredos mais suaves – tudo que possa corroborar a nova e promissora fase que esses brasileiros vivem. O extrato de tomate foi trocado pelo molho. O desodorante com álcool, pelo de jato seco. Chocolates com adição de vitaminas e sabores mais adocicados aparecem aos montes nas prateleiras dos supermercados. Iogurtes que antes eram vendidos em garrafinhas, até então fora da lista de compras desse público, hoje vem em tamanho-família, com um preço por litro menor. No último mês de agosto, acredite, até energéticos em embalagens de dois litros foram lançados com vistas aos públicos C e D.

E a grande carta na manga é o crédito. Crédito para os bons pagadores que, apesar de em sua maioria não terem uma noção sólida de administração financeira, continuam comprando, movidos pelas parcelas que cabem no bolso.

A verdade é que as empresas estão endividando a Classe C, e isso até começou a ser uma dor de cabeça par algumas delas. A cada dez cartões de créditos vendidos hoje no Brasil, sete são para ela. Dela também são os 70% de financiamentos feitos para a compra de imóveis pela Caixa Econômica Federal. Já existem lojas que estão abrindo mão do parcelamento em doze vezes, pois o cliente que o faz voltará, no mínimo, daqui a um ano e meio para uma nova compra. Com isso, o tempo de contato com a empresa será menor, e os esforços de comunicação terão que ser maiores para garantir o retorno daquele cliente.

Nos Estados Unidos, um relatório pós-crise financeira, publicado há pouco tempo pela McKinsey & Company, revela que as empresas operam em um mercado com baixo nível de confiança por parte de investidores e consumidores. E isso não é unilateral. Muitas instituições financeiras de lá deixaram de conceder crédito aos consumidores. Mas no Brasil, apesar de o nível do crédito chegar a ser intenso, ocorreu, da mesma forma que nos Estados Unidos, uma migração na confiança dos consumidores das empresas para outros consumidores. As mídias sociais são um belo exemplo disso: hoje, 70% desse público emergente já usa internet. Assim, os melhores preços, de onde se conseguiu desconto, a aprovação ou não de uma marca, são informações disseminadas de um modo viral por esses novos internautas. Eles são pessoas hoje mais instruídas que seus pais e avós, comunicando-se entre si, no boca-a-boca ou na internet, e cujo lazer é culturalmente o consumo.

Philip Kotler cita, no seu livro recente Vencer no Caos (Ed. Campus, 2009), que por meio de uma pesquisa com 650 executivos de divesas empresas, constatou-se que o e-mail (para 93% deles) e a internet (para 81%) manterão a liderança como canais preferidos para negócios até 2013. No Brasil, as classes emergentes estão cada vez mais tendo contato com a internet, portanto o investimento em lojas virtuais, mailings e participação em redes sociais é mandatório. Quem ainda não correu atrás disso, infelizmente já está muito atrasado.

Outra constatação interessante da pesquisa da FGV é que a Classe C vem comprando mais produtos com design diferenciado, com tecnologia, eletrodomésticos, móveis, decoração, coisas que há menos de dez anos eram apenas sonhos para ela. Muitas lojas já tiveram que se adequar a um novo perfil de consumidor – pessoas que não tem vergonha de pedir desconto, que já vem com preços da concorrência em mãos, e que hoje são muito mais sensíveis à qualidade.

E o quesito fidelidade quando se fala desse público faz cair por terra tantas estratégias utilizadas até então. Eles são fieis a preço, sensíveis a parcelas, e vão preferir comprar de quem deu um desconto maior. O conceito de concorrência muda, dá uma reviravolta. Isso porque o orçamento é geralmente um só, com uma margem a mais, mas ainda restrito. Então uma viagem pode ser trocada por um jogo de cozinha, que pode ser trocado por uma TV de led.

O impacto na indústria é latente. Fabricantes de eletrodomésticos lançaram refrigeradores com características de última geração, mas num formato mais simples, com uma porta, menor volume, e um preço (leia-se parcela) dentro do que o salário começou a permitir; microondas com porta-retratos, entre outros. Isso trouxe um aumento nas linhas de produção, investimento em pesquisas de marketing e desenvolvimento de soluções que atinjam esse público de maneira eficaz.

Empresas do segmento têxtil apostam confiantes na expansão de seus parques industriais, chegando a duplicar sua produção, mas não investindo em novos produtos, diante do ensejo da Classe C de se vestir tal como as Classes A e B.

No universo B2B, as políticas de negociação ou de marketing merecem cuidado entre as partes. As empresas devem estar atentas à demanda crescente e dinâmica do mercado. A Cadeia de Porter explica isso muito bem: no meio, a empresa. À sua esquerda, o fornecedor. À sua direita, o consumidor final. Se este último tem um grande poder de barganha com a empresa, devido aos inúmeros concorrentes, aos novos entrantes e aos produtos substitutos que surgiram pelos desejos da Classe C, isso vai refletir no primeiro elo, ou seja, entre o fornecedor e a empresa. Se ela lucra menos, vai apertar o cinto na hora de gastar.

Uma ação que já vem de muitos anos, iniciada no segmento de roupas, hoje ganhou adeptos nas indústrias automobilística, alimentícia e de bebidas, farmacêutica e de cosméticos, e outras. Trata-se das novas ou segundas marcas. Empresas fazem suas expansões de produtos sem vinculá-los às suas marcas originais, de modo a dissociar uma possível desaprovação do público ao nome tradicional. Essa estratégia é premente para atingir a classe C, e merece atenção dos responsáveis pela pesquisa de mercado nas empresas. Além disso, essas novas marcas ficarão longe da opinião dos clientes A e B, o que vai proteger a empresa de uma eventual perda de receita vinda deles.

Enfim, as empresas devem encarar esse panorama como um fator de peso no macroambiente, em suas análises de mercado, e tomar suas decisões pautadas tanto nas oportunidades explícitas que o aquecimento desse mercado traz quanto nos riscos econômicos – como a formação de uma bolha de liquidez que vem surgindo devido a tantos créditos para esses consumidores.

Classe de consumidores. Crescendo. Capitalizados. Realmente há motivos para serem chamados de classe C. Ela virou alvo de todo o mercado nacional, e quem acreditar que não haverá impactos em seus negócios, que sejam indiretos, pode aguardar a próxima febre, se tiver fôlego financeiro até lá.

BIBLIOGRAFIA

NERI, Marcelo. A Nova Classe Média: O lado brilhante dos pobres. Fundação Getúlio Vargas (FGV), feita com base nos dados da última Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (PNAD). 10 de setembro de 2010.

TORRETA, André. Mergulho na Base da Pirâmide, Ed. Saraiva, 2009.

MALTA, Cynthia; MARINELLI, Luciana. Consolidada, classe C muda planos da indústria e do varejo. Valor Econômico. Disponível em:  http://www.investimentos.sp.gov.br/noticias/lenoticia.php?id=8937. Quarta-feira, 22 de Julho de 2009, às 16:20.

LAN, Jony. Nasce o segmento de energético popular tamanho família. Disponível em: http://www.mktmais.com/2010/08/nasce-o-segmento-de-energetico-popular.html. Terça-feira, 24 de agosto de 2010.

KOTLER, Philip; CASLIONE, John A. Vencer no Caos: lições do guru de administração e marketing para uma gestão eficaz em tempos de turbulência. Rio de Janeiro, Ed. Elsevier, 2009.

Lançamento do RD400 no México

abril 26th, 2010

Nestes dias o RD400 está sendo lançado na filial da Smar México SA. Dessa vez, o responsável pelo evento está sendo o Engenheiro Davi Somaggio, um de nossos experts em radares de onda guiada.

O lançamento começou na cidade de Minatitlan, em Vera Cruz (golfo do México). O México tem uma história muito parecida com a do Brasil quando se fala em radares de onda guiada. Esse tipo de tecnologia é novo por lá, começou só há dois anos. E é um país em que, tal qual aqui no Brasil, é carente em termos de suporte técnico dos fabricantes de radar.

Pensando então nesse diferencial que a Smar sempre ofereceu, a ideia proposta foi de capacitar nossos colaboradores do local para que o mercado tenha sempre esse suporte quando se tratar do RD400. Como começamos no mercado de açúcar e álcool, nada mais justo que fazer o mesmo por lá.

C0om muito orgulho gostaria de informá-los que o Davi já visitou usinas de açúcar onde já até havia radares de onda guiada, mas que não funcionavam adequadamente, e não havia suporte adequado dos fabricantes. Instalamos o nosso no lugar daqueles, e os clientes estão super satisfeitos. São alguns deles: Ingenio La Gloria, Ingenio San José, Ingenio San Nicolas e Ingenio El Modelo.

Em breve divulgaremos fotos e como foi o final da visita.

Um abraço,

MV

O Novo Quick Setup

abril 26th, 2010

4 Passos. Imaginem que fácil!

Com apenas 4 passos auto-explicativos, você pode configurar o RD400 no seu processo, usando o CONF401 ou o DDCON100.

Acesse http://www.smar.com/PDFS/Catalogues/RD400_QuickSetup.pdf e saiba mais.

Um abraço!

MV

Radares de Onda Guiada em Evaporadores

março 24th, 2010

A Smar iniciou a aplicação em evaporadores em usina de açúcar e álcool, no Brasil, e a estendeu a outros segmentos.

Veja os detalhes técnicos que desenvolvemos em nosso site:

http://www.smar.com/news/notes/SMAR_RD400-Notes-Evaporators.pdf

 

Abraço,

 

MV

fevereiro 2nd, 2010

Smar instala radares em Navio da Marinha Brasileira

 Durante o segundo semestre de 2009, 10 radares foram instalados na Corveta Barroso, no Arsenal de Marinha Brasileira, no Rio de Janeiro-RJ.

A Corveta Barroso foi incorporada à Armada em Agosto de 2009, com melhorias e desenvolvimentos tecnológicos que aprimoraram o desempenho do navio. Ela parte de tempos em tempos para diversos locais, abrangendo todo o mar territorial brasileiro, possuindo uma autonomia de 30 dias e raio de ação de até 8.000km (Fonte: www.mar.mil.br).

Marcus Vinicius, Gerente do Produto, configurando um dos radares.

Marcus Vinicius, Gerente do Produto, configurando um dos radares.

  As instalações são em tanques de óleo diesel e os chamados tanques sépticos, que comportam efluentes biológicos do navio.

 O projeto coube ao coube ao Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), no tocante à medição de nível, e ao Instituto de Pesquisa da Marinha (IpqM) que desenvolveu o projeto supervisório do navio. Segundo o Engenheiro José Ricardo, que acompanhou e supervisionou todo o projeto, “o RD400 trouxe confiabilidade na medição dos tanques de armazenamento de combustível, em tempo real, o que garantiu a autonomia da embarcação na missão de defesa de nossos mares e nossa soberania”.

 “A Smar já possui, há mais de uma década, um forte laço com a Marinha brasileira, provendo soluções confiáveis e robustas”, afirma Marcus Vinicius Silva, gerente do produto, que esteve no local, nos últimos meses, acompanhando as instalações, junto com o Engenheiro Davi Somaggio. “E agora, com o radar, nossa intenção é dar continuidade a esse relacionamento. E isso inclui nossa diferenciação em serviços, uma de nossas maiores forças, que sempre teve um destaque muito grande no mercado nacional”, conclui.

 

Da esquerda p/ a direita: Vitor carvalho (Marinha), Davi Somaggo (Smar) e Randolfo Neves (Marinha) em frente à Corveta Barroso.

Da esquerda p/ a direita: Vitor carvalho (Marinha), Davi Somaggo (Smar) e Randolfo Neves (Marinha) em frente à Corveta Barroso.

Mercado para radares

janeiro 14th, 2010

Segundo a ARC (o estudo completo você acha em www.arcweb.com), o mercado de radares no mundo movimentou em 2007 algo em torno de USD 300 milhões. Para 2010, a previsão é de 375 mihões. E até 2012, estimam-se 400 milhões de dólares.

Os radares tiveram até ano passado uma taxa média de crescimento de mais de 10% ao ano, durante 5 anos. Se formos comparar com a tecnologia de medição de nível mais consagrada do mercado de automação, que é a por pressão hidrostática, os radares estão 2% acima em termos de taxa de crescimento.

Hoje, podemos afirmar categoricamente que os radares de onda guiada já entraram na fase de maturidade na curva de ciclo de vida do produto aqui no Brasil. Nessa fase, o mercado em sua grande maioria conhece bem a tecnologia, e os players competem mais com seus preços e algumas novidades tecnológicas.

Quando lançamos o RD400 em alguns países da europa e em Israel, o que pudemos ver é que essa tecnologia atingiu sua maturidade naqueles países há muito mais tempo – algo em torno de 10 anos.

Como funcionam as sondas do RD400 – 3a. parte

janeiro 14th, 2010
Propagação das Ondas no Coaxial

Propagação das Ondas no Coaxial

 

Este é o perfil de sonda mais eficiente de todos. As sondas coaxiais permitem  uma “movimentação” interna das ondas. O campo magnético desenvolvido entre a sonda interna e o tubo externo possibilita a formação de ondas eleromagnéticas completamente confinadas,o que traz duas grandes vantagens:

1) A susceptibilidade a ruídos externos reduz consideravelmente, o que possibilita
maior aproximação da sonda a paredes de alvenaria, resinas, e outras.

2) Medição em dielétricos extremamente baixos, como óleos.

As limitações: as sondas coaxiais só são aplicáveis em líquidos, e pode haver acúmulo de material dentro do tubo, caso o processo o propicie.

Como funcionam as sondas do RD400 – 2a. parte

agosto 11th, 2009
duplas_blog

Sondas duplas e maior campo de atuação das ondas

Menos sensíveis que o coaxial,os cabos e as hastes duplos consistem em uma sonda central, ligada ao gerador RF, e uma periférica, para amplificação do sinal.

O dielétrico mínimo medido é de 2.4.

Produtos que possam formar uma película (filme) na sonda não afetam a sua performance. Mas materiais que possam se acumular entre elas sim, e nesse caso elas não são indicadas.

As sondas duplas são mais sensíveis a objetos em suas proximidades, pois o raio de ação das sondas é maior que nas demais, e seu perfil é “aberto”, ao contrário do coaxial, que veremos no próximo post.

Como funcionam as sondas do RD400

julho 28th, 2009

Sempre somos bastante consultados sobre o funcionamento das sondas. Vou divulgar em 3 posts o princípio de propagação das ondas eletromagnéticas em cada tipo de sonda. Vale lembrar que para cada produto, e para cada range, existe um tipo de sonda recomendado.

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Os cabos e as hastes simples têm um perfil de onda diferente dos demais. Os pulsos adotam como plano-terra o flange ou o disco metálico no início da sonda, onde fica a conexão do RD400.

 Quanto maior for esse plano-terra, mais eficiente será o “lançamento”do pulso a partir do gerador RF. Recomendam-se discos metálicos ou flanges de, no mínimo, 20cm de diâmetro.

 A forma de propagação da onda é semelhante à de uma gota, sendo que a possibilidade de ruídos é maior à medida que se chega ao fim da sonda.

 É o perfil que mais aceita incrustações e formação de películas ao seu redor.

Dielétrico mínimo de 3.0. Recomenda-se para aplicações com água, lembrando que podemos ter tanto cabos quanto hastes rígidas simples (as hastes vão até 8m, e os cabos, acima desse valor).

Nosso código para o Disco Metálico: 400-1130.

Bem vindos!

julho 16th, 2009

Prezado cliente,
é um prazer podermos divulgar tudo que temos de novo na Smar para você, mostrando o que há de melhor em automação industrial, o que há de mais novo, anunciando nossos serviços e, enfim, ficando à disposição no que você precisar.
Este blog fala de um de nossos equipamentos HART 4-20mA, o RD400, que é nosso transmissor de nível por ondas guiadas.
A Reflectometria pelo Domínio do Tempo é um dos princípios para medição de nível mais novos que existem no mercado de automação mundial, e é baseado nela que o RD400 opera. Ela independe de poeria em suspensão, densidade, vácuo, gravidade, e muitos outros fatores a que outras tecnologias estão sujeitos.
A Smar se orgulha em afirmar que trouxemos definitivamente essa tecnologia para o mercado de automação brasileiro. Oficializamos seu uso, e continuamos um trabalho incansável de propagá-la em todo o país.
Lançamos o RD400 recentemente em outros países como a China, Itália e Israel, treinando nossos representantes e filiais.
E agora, tudo que você quiser perguntar ou só saber de novidades sobre essa tecnologia e as próximas que lançaremos, você pode consultar nesse blog.
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E seja bem-vindo!
Cordialmente,

Marcus Vinicius M. e Silva
Gerente de Produtos – Nível e Temperatura
Smar Equipamentos Industriais Ltda.
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skype: smarcusviniciusrd400-5