Curso de instrumentação para cervejeiros temnúmero recorde de participantes mulheres

sexta-feira, 28 de maio de 2004



A única escola-cervejaria da América Latina, localizada em Vassouras, interior do Estado do Rio de Janeiro, está treinando 15 mulheres para fazer a bebida preferida dos homens. É o maior número de alunas desde a criação desse curso do Senai que forma cervejeiros e agora cervejeiras de diversas empresas do país como Ambev, Kaiser, Colorado, Cristal, Schincariol, entre outras.

No curso as alunas aperfeiçoaram seus conhecimentos, conheceram novos ingredientes e descobriram que já não se faz cerveja só com cevada. A mistura da bebida pode levar trigo, arroz e vários outros cereais, barateando o custo de produção. Mas não é só isso: para chegar à sedução do líquido amarelo, elas também pegam no pesado, passando a cevada nos moinhos e levando as garrafas para as máquinas.

Em 10 anos, é a primeira vez que as indústrias mandam tantas mulheres aprenderem a profissão, uma espécie de supervisoras de produção. O engenheiro eletrônico da Smar, Pedro Biondo, que dá aula de automação industrial no curso há quatro anos, diz: “geralmente havia de uma a duas alunas por turma e nesse ano a gente teve a surpresa de ter 15 alunas no curso”.

“Elas são disciplinadas e bastante interessadas. E esse é o primeiro passo rumo ao objetivo de todas: serem um dia mestres-cervejeiras, responsáveis pelas fórmulas secretas adotadas por grandes fábricas de todo o mundo”, observa Biondo.

As futuras cervejeiras não se contentam apenas em aprender a fazer a bebida. Elas também estão inventando uma novidade que guardam a sete chaves. E com razão. Dalí, já saíram projetos adotados por grandes fabricantes e outros que estão patenteados.