Petrom utiliza equipamentos Profibus PA da Smar na maior planta de Anidrido Ftálico da América Latina

segunda-feira, 14 de junho de 2004



A Petrom, Petroquímica de Mogi das Cruzes, localizada no interior paulista e considerada a maior fabricante de Anidrido Ftálico da América Latina, verificou a necessidade de aumentar sua produção. Isso levou a empresa a investir em automação, especificamente na tecnologia Profibus PA, para melhorar o controle de processos e aumentar a segurança de suas plantas.

A automação foi projetada para três reatores de Anidrido Ftálico e uma torre de destilação a vácuo, totalizando 1200 pontos de I/O entre os existentes e os novos. Implementado na tecnologia Profibus e ASI, o projeto de automação foi resultado de uma ação conjunta da área técnica da Petrom e da Integradora de Sistemas CBTA, com apoio do engenheiro César Cassiolato, da Smar, na definição e configuração da rede Profibus PA.

Após a automação em Profibus, verificou-se uma economia de 40% na instalação em relação ao sistema 4 a 20 mA devido, principalmente, à redução da quantidade de cabos.

Além disso, também houve a possibilidade de descentralizar painéis, simplificar eletrocalhas e eletrodutos, facilitando a instalação e garantindo esta redução de custo de todo o sistema. Segundo a Petrom, a economia maior foi verificada no tempo de implantação, espaço físico, treinamento e start up, quando os técnicos e instrumentistas foram treinados e acompanharam a configuração e instalação do sistema e dos equipamentos.

Assim, eles foram capacitados para qualquer alteração e para as fases seguintes do projeto, como individualizar partes da planta de Anidrido Ftálico. Para individualizar a planta dividiuse o controle, utilizando duas CPU´s (Siemens) distintas. A primeira gerencia dois reatores de Anidrido Ftálico e a segunda gerencia outro reator e a torre de destilação a vácuo. A topologia da rede Profibus PA utilizada foi a topologia em árvore, onde se tem 9 links IM157 Siemens e 9 couplers DP/PA, com até 21 equipamentos em cada segmento, num total de mais de 150 equipamentos.

A maioria dos equipamentos de campo é da Smar, que estão conectados à rede PA utilizando- se a caixa de junção JM1, também da Smar. Só na planta de Anidrido, a Petrom investiu aproximadamente US$ 520 mil, contabilizando software de supervisão e montagem em campo.

Este valor corresponde a 15% do investimento total do projeto, dividido em seis etapas. No final da expansão, prevista para o início de 2005, a empresa terá uma capacidade de produção anual de cerca de 80 mil toneladas de Anidrido Ftálico, 90 mil toneladas de Plastificantes e 3.600 toneladas de Ácido Fumárico.

De acordo com Marco A. Cusma, da Petrom, a implantação da nova tecnologia foi realizada quando as plantas estavam em pleno funcionamento. "Com a superação desse desafio novas implementações tornaram- se tarefas simples. Além disso, o treinamento do pessoal envolvido ficou mais fácil, pois é possível assimilar sem dificuldades e a concepção do Profibus", diz Cusma. "Ao assumirmos a engenharia do projeto desde o início, conhecemos os detalhes de instalação, configuração e hoje podemos modificar a estrutura concebida para melhorar a performance dos processos sempre que necessário. A Petrom tem a Smar como parceiro tecnológico na área de instrumentação e controle graças ao suporte técnico oferecido durante a fase de especificação, nas aplicações e no pós-venda. Este suporte aliado à qualidade dos equipamentos tem nos proporcionado uma alta disponibilidade operacional das plantas", finaliza Cusma.

Aplicações do Anidrido Ftálico
O Anidrido Ftálico é usado principalmente na produção de plastificantes, resinas poliésteres insaturadas e resinas alquídicas.Graças ao seu baixo custo e às boas características de processabilidade que confere às resinas, é o ácido saturado mais empregado no mercado dos plastificantes. Ele também é usado na obtenção da antraquinona e seus derivados como ftalocianinas, fenolftaleína, fluorescina, entre outras substâncias.