SMAR participa do Seminário Profibus On Site na Citrosuco, em Matão

quinta-feira, 14 de abril de 2011



A Associação Profibus Brasil América Latina organizou, no dia 17 de março, mais um Seminário On Site, agora na Citrosuco, em Matão, SP. A SMAR foi responsável pelo tema “Aterramento, Ruídos e Inteferências”, ministrado por César Cassiolato, Diretor de Marketing, Qualidade e Engenharia de Projetos e Serviços, e “Gerenciamento de Ativos”, ministrado por Leandro Torres, Gerente de Sistemas.

Segundo Cassiolato, a convivência de equipamentos em diversas tecnologias diferentes somada à inadequação das instalações facilita a emissão de energia eletromagnética e com isto é comum que problemas de compatibilidade eletromagnética apareçam.

A EMI (Interferência Eletromagnética) é a energia que causa resposta indesejável a qualquer equipamento e que pode ser gerada por centelhamento nas escovas de motores, chaveamento de circuitos de potência, acionamentos de cargas indutivas e resistivas, acionamentos de relés, chaves, disjuntores, lâmpadas fluorescentes, aquecedores, ignições automotivas, descargas atmosféricas e mesmo as descargas eletrostáticas entre pessoas e equipamentos, aparelhos de microondas e equipamentos de comunicação móvel. Tudo isto pode provocar alterações causando sobretensão, subtensão, picos, transientes e que em uma rede de comunicação Profibus pode ter seus impactos.

Ainda segundo o Diretor, isto é muito comum nas indústrias e fábricas, onde a EMI é frequente em função do maior uso de máquinas (de soldas, por exemplo) e motores (CCMs) e em redes digitais e de computadores próximas a essas áreas. “O maior problema causado pela EMI são as situações esporádicas e que degradam aos poucos os equipamentos e seus componentes. Os mais diversos problemas podem ser gerados pela EMI, por exemplo, em equipamentos eletrônicos, podemos ter falhas na comunicação entre dispositivos de uma rede de equipamentos e/ou computadores, alarmes gerados sem explicação, atuação em relés que não seguem uma lógica e sem haver comando para isto e queima de componentes e circuitos eletrônicos”, complementa.

É muito comum também a presença de ruídos na alimentação pelo mau aterramento e blindagem, ou mesmo erro de projeto. E ainda, a topologia e a distribuição do cabeamento, os tipos de cabos, as técnicas de proteções são fatores que devem ser considerados para a minimização dos efeitos de EMI.

Na palestra, Cassiolato apresentou detalhes dos sistemas de aterramentos, o uso da blindagem, cabo de par trançado e técnicas que minimizam os ruídos, interferências e reflexões, despertando grande interesse dos participantes e sendo um dos momentos de destaque do seminário realizado em Matão.

Já em sua apresentação, Torres abordou, de maneira geral, conceitos básicos para se criar uma infraestrutura mínima que viabilize a utilização do gerenciamento online de ativos, assim como suas características principais. “Levei aos participantes conceitos de calibração/configuração de equipamentos, monitoramento da condição da planta, manutenção proativa, diagnóstico de equipamentos online e armazenamento de informação em banco de dados padrão de mercado, comparação entre resultados de diagnósticos, comparação entre configurações realizadas com rastreio de modificações e gerenciamento de equipamentos via Internet”, explica.

Ainda segundo o Gerente, a equipe da Citrosuco mostrou-se atenta às enormes possibilidades de ganhos diretos e indiretos que a adoção do gerenciamento online de seus equipamentos de campo pode proporcionar. “Ela não só restringe-se à tecnologia Profibus, apesar de seus equipamentos possuírem um maior número de diagnósticos, mas também consegue dar suporte à instrumentação HART”, finaliza Torres.