Compreendendo Interoparabilidade
Interoperabilidade possui um importante significado: "capacidade de equipamentos de diferentes fabricantes se comunicarem e trabalharem juntos." Este significado tem grandes atrativos e benefícios mas não pode nunca ser usado contra equipamentos aperfeiçoados e hosts mais bem elaborados.
E, para se alcançar a interoperabilidade, vários pontos devem ser analisados. O primeira é usar equipamentos com a aprovação da FF - Fieldbus Foundation. Isso irá garantir a conformidade na impementação da comunicação de dados e a conformidade de um conjunto de Blocos Funcionais - Padrão. Isso significa que, usando equipamentos com aprovação FF, você terá uma grande chance de ter funcionando um sistema interoperável. Dizemos uma grande chance porque um sistema não é constituído somente por equipamentos de campo.
O segundo ponto é o sistema host. A Fieldbus Foundation não está aprovando ou mesmo testando os hosts. Assim, verifique com atenção o sistema hosts que vocês está usando, já que ele não foi, ainda, testado pela FF. Usando Foundation Fieldbus, sabemos que as funções de controle estarão sendo executadas no campo, com os equipamentos de campo trocando informações diretamente entre eles mas o hosts também é muito importante. Ele geralmente organiza a comunicação distribuindo o token (permissão) e troca dados com todos os equipamentos. Assim, se o hosts não for implementado adequadamente, ele pode perturbar e coroomper o seu sistema, além de destruir o seu desejo de um sistema interoperável
Fabricantes que prevêem os benefícios do protocolo no desenvolvimento de seus produtos irão garantir a interoperabilidade porém, esta interoperabilidade não interrompe o desenvolvimento de novas características para seus equipamentos. Blocos funcionais são um bom exemplo para isso: a FF tem a política de testar somente blocos funcionais que foram implementados por dois ou mais fabricantes. Mas isso não significa que um fabricante somente pode lançar um bloco funcional depois que outro já o lançou ou está prestes a fazê-lo. Um fabricante pode desenvolver quantos blocos funcionais quiser.
Neste caso, como ele pode garantir a interoperabilidade desses novos blocos?
Essa é uma questão importante, que deve ser respondida em partes:
Primeiro: A FF especificou, em seus padrões, como desenvolver um bloco funcional. Os fabricantes devem seguir estas instruções para projetar os blocos.
Segundo: Os equipamentos com esses blocos devem possuir os arquivos de Device Description e Resource que incluem as características destes blocos. Esses arquivos são usados pelo hosts para identificar corretamente todos os recursos de um equipmento e permitir que esses recursos sejam utilizados. Muitos hosts não estão preparados para usar estes arquivos, não sendo, assim, capazes de trabalhar com um sistema interoperável. Nestes casos, o que vem acontecendo é que, na ocorrência de qualquer falha de interoperabilidade, os fabricantes desses hosts injustamente jogam a culpa no equipamento.
Terceiro: O protocolo Foundation Fieldbus é muito poderoso, com muitas opções de configuração. Apesar de fácil de aprender e projetar, a falta de experiência pode prejudicar muito um projeto. Experiência é um dos fatores-chave necessários para o desenvolvimento de um sistema completo interoperável FF.
A Smar, como a líder e primeira empresa a lançar dispositivos de Fieldbus, desempenhou um papel atuante no desenvolvimento das normas e nunca iria contrariá-las com soluções proprietárias. Nós acreditamos no Fieldbus como ele é, um padrão interoperável e aberto.
Estamos agora em nossa terceira geração de dispositivos Fieldbus e claramente à frente da concorrência, implementando características como a otimização do data link layer e a função de instanciação de blocos, entre outras. A maioria destas características não estão disponíveis nos demais sistemas de controle, eles preferem dizer que estas melhorias são "desvios de implementação", tentando assim confundir o mercado.
Seus sistemas de controle não estão prontos para se tornarem um sistema inteiramente Fieldbus. Nosso compromisso com o usuário final vai muito mais além. Os nossos equipamentos de campo são entregues com blocos de função pré-configurados que podem ser acessados por todos os sistemas de controle com alguma integração com Foundation Fieldbus.
Alternativamente, usando nosso sistema você pode não somente usar os blocos pré-configurados, mas você pode também definir quantos e quais tipos de bloco você quer no seu equipamento de campo, incluindo a utilização do mesmo tipo de função quantas vêzes você desejar, num único equipamento de campo. Nossos equipamentos de campo são capazes de executar até 20 blocos de função. Você pode selecionar 18 tipos de blocos da função de uma biblioteca interna disponível no equipamento. (Isto é instanciação!).